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Varrendo a casa

Alta Competência 2
Já faz quase um ano sem postar por aqui. E agora estava conversando com o [info]anjim e deu saudade. Às vezes sinto saudade de vir aqui, abrir a vida, como muitas vezes já fiz, mas tenho preguiça. Às vezes não...

Às vezes eu só não escrevo porque tenho a sensação de que ninguém está lendo. E de qua adianta escrever se ninguém vai ler?

Outro dia assisti ao filme do Facebook e achei tão engraçado que o Mark Zuckemberg usava o LiveJournal quando fez vários posts bêbado enquanto invadia os anuários dos Final Clubs de Harvard.

Coisa idiota, mas, por um momento, eu me senti tão compreendida. Quase ninguém, das pessoas que tenho contato hoje, conhece o LiveJournal e vê-lo ali, em um filme, causou uma sensação de nostalgia...

Bem, nem sei porque tudo isso agora, mas faz bem vir aqui assoprar a poeira de vez em quando...
Panda 3
Adoro... E faz tanto tempo que não ouço!

A história do elefante

Panda 3
Em 1986, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University. Em uma caminhada ele cruzou com um jovem elefante que estava com uma pata levantada.

O elefante parecia muito estressado, então Peter se aproximou muito cuidadosamente. Ele ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado. O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira e o elefante cuidadosamente colocou sua pata no chão.

O elefante virou para encarar o homem com grande curiosidade no seu rosto e o encarou por tensos e longos momentos. Peter ficou congelado pensando que seria pisoteado.

Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou e foi embora.

Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia. 20 anos depois, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente. Quando eles se aproximaram da jaula do elefante, uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho Cameron estavam.

O grande elefante encarou Peter e levantou sua pata do chão e a baixou, ele repetiu varias vezes emitindo sons altos enquanto encarava o homem.

Relembrando do encontro em 1986 Peter ficou pensando se aquele era o mesmo elefante. Peter reuniu toda sua coragem, escalou a grade e entrou na jaula. Ele andou diretamente até o elefante e o encarou. O elefante emitiu outro som alto, enrolou sua tromba na perna de Peter e o jogou contra a parede matando-o.

Provavelmente não era a mesma merda de elefante.

Esse texto é dedicado a todos os que mandam aquelas porcarias de histórias melosas e cheias de viadagens.

May. 17th, 2009

Panda 3

Eu sei, eu estou sumida de LJ, blog, Orkut e MSN, mas não me espanquem. Vocês não teriam coragem de bater em uma deficiente física, certo...

Vamos aos fatos!

Dia 31/01 eu sai, noitadinha básica e cheguei a casa às 3h da manha. Dormi e acordei as 14h. Quando acordei, meu braço direito estava paralisado. Totalmente. Sem dor, sem movimento, só dormente. Pra resumir, porque não vou ficar escrevendo com a mão esquerda, tive suspeita de AVC, Lupus, Neuropatia diabética e depois de vários exames de sangue, eletroneuromiografia, quatro ressonâncias e tomografia do crânio, descobriram que é uma amiotrofia neurálgica.

"Conhecida também como Síndrome de Parsonage-Turner, Síndrome de Feinberg, Syndrome de Tinel, Síndrome III de Kiloh-Nevin, Neurite Braquial Aguda, Neuropatia do Plexo Braquial, Neurite Braquial Paralítica, etc.
Apresenta-se como uma mono-neuropatia do plexo cervical, de curso transitório, com intensa dor em ombro, paralisia e atrofia de grupos musculares do ombro, com limitações freqüentes para movimentação do braço; além da dor pode apresentar episódios de febre precedendo o quadro.
Estes casos acontecem freqüentemente após algum tipo de stress, como a cirurgia, ou parto, trauma emocional, ou simplesmente sem evidência de correlação com outros fatos. A causa básica é desconhecida, mas admite-se que possa ser relacionado a um ataque autoimmune ou viral nos nervos do plexo braquial. A dor é a queixa mais evidente, apresentando-se constantemente, mas a fraqueza e atrofia dos músculos do braço estão geralmente presentes. Geralmente, a maioria dos casos recupera-se satisfatoriamente, mas os déficits pequenos podem permanecer. Devem ser sempre investigadas outras causas compressivas do plexo braquial, como diagnóstico diferencial, além das doenças de Charcot-Marie-Tooth, Neuropatias Hereditárias (HNPP), doença de Dèjèrine-Sottas (DSS), etc."


Já passei da fase de sentir muita dor no ombro, na mão, no cotovelo, no punho. Já passei da fase de sentir muita sendibilidade e não poder encostar nada no braço e da fase de tomar 8 banhos muito quentes por dia, para aliviar a sensação estranha que sentia.

Agora, sinto pouca dor, mas só para abrir e fechar a mão. Já fiz 40 sessões de fisioterapia, e ainda estou fazendo, assim como auticuloterapia e acupuntura. Tomo três remédios controlados, dois pra dor e um pra dormir, além de suplemento de ferro e vitamina B12.

Estou de licença desde 1º de fevereiro e o INSS me deixou "encostada" até dia 30/06.

Então, amigos... Basicamente, sem dramas, é isso!

2009

Panda 3
E 2009 começa como todos os anos... Cheio de novos objetivos, de esperanças, de pessoas dizendo que "este vai ser o ano". Bom, espero mesmo que seja melhor do que 2008. Já estava louca pra que terminasse. Aliás, acho que todos os anos é assim. Em novembro, eu me espanto com o tanto que o ano passou rápido, mas em dezembro, não vejo a hora de acabar.


Fotos do Reveillon )


+ Desde o ano passado retrasado, tenho um novo melhor amigo de infância. Ele me ajuda a dormir quando eu passo tipo... três dias acordada como vêm acontecendo esta semana.

+ Como vocês puderam perceber nas fotos, estou usando óculos. Consegui negar o quanto pude, mas após o primeiro fio de cabelo branco e a necessidade dos óculos, agora sei que não tem volta. Tenho trinta e isso está sendo... interessante.

+ Estou tentando trocar este layout, mas como tomei um Rivolino de 2mg, é capaz que fique uma merda e eu só veja o estrago amanhã de manhã... Rsrsrs...

Capitu - na rede globo

Panda 3
E eu não assiti Capitu por dois motivos:
1. esse estilo circense que a Globo tem usado pra fazer micro-séries não me agrada;
2. eu estou sempre trabalhando e apenas ouço o que passa na tv.

Mas, pelo pouco que ouvi a trilha sonora é fantástica. Já baixei a música "elephant gun", do Beirut, que é meu novo vício musical.

Pra quem quiser, aí vão os links:
- trilha sonora
- livro em pdf



E agora, acabei de achar uma crítica do Diogo Mainardi sobre a micro-série.

E Machado virou circo...
Diogo Mainardi
Machado de Assis é Bentinho. Nós somos Capitu. A analogia é simples: nós abastardamos a obra de Machado de Assis. No centenário da morte do escritor, Dom Casmurro e seus outros romances perderam qualquer sinal de paternidade machadiana. Eles parecem gerados por Escobar, o amante de Capitu.
Luiz Fernando Carvalho, diretor da série televisiva Capitu, é o mais perfeito Escobar que surgiu até agora. Seu "Dom Casmurro" tem o nariz de Luiz Fernando Carvalho, tem o sorriso de Luiz Fernando Carvalho, tem a mentalidade de Luiz Fernando Carvalho. Nada nele recorda o "Dom Casmurro" de Machado de Assis, apesar de reproduzir diálogos do romance. Na série, Bentinho aparece estranhamente caracterizado como Dick Vigarista, do desenho animado Corrida Maluca: nas roupas, no bigode, na magreza, no temperamento e, acima de tudo, na canastrice do ator que desempenha seu papel. Qual é o melhor candidato a Muttley? O agregado José Dias.
A série Capitu tem um aspecto circense. É Machado de Assis encenado por Orlando Orfei. É Bentinho imitando Arrelia no picadeiro de Fausto Silva: "Como vai, como vai, vai, vai? Eu vou bem, muito bem, bem, bem". Luiz Fernando Carvalho usa uma linguagem grotesca, afetada, espalhafatosa, cheia de contorcionismos e de malabarismos. Machado de Assis é o oposto. No livro Dom Casmurro, o relato de Bentinho é espantosamente seco e desencantado. Ele narra sua história apenas para combater o tédio: sem drama, sem sentimentalismo, sem teatralidade. Quando Bentinho descobre que o filho bastardo de Capitu com Escobar morreu de febre tifóide, ele comenta simplesmente: "Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro".
Luiz Fernando Carvalho só foi autenticamente machadiano na metalinguagem. A atriz que interpreta Capitu está grávida de se-te meses. Quando um repórter lhe perguntou se o pai do menino era Luiz Fernando Carvalho – o Escobar de Jacarepaguá –, ela se recusou a responder, limitando-se a declarar, como uma Capitu do funcionalismo público: "Não vou dizer a identidade e o CPF dele".
A literatura brasileira tem um escritor. Um só. O que fizemos com ele, nos últimos cinqüenta anos, foi traí-lo com todos os Escobar que apareceram. Desde que Helen Caldwell, em 1960, negou o adultério de Capitu, moldando Dom Casmurro às suas teorias feministas, Machado de Assis foi raptado pela crítica esquerdista. Em particular, por John Gledson e Roberto Schwarz, que o transformaram ridiculamente num agente da luta de classes, empenhado em denunciar os abusos da classe dominante. Na realidade, Machado de Assis é mais complicado do que isso. Ele é um satirista conformista e resignado, que zomba da mesquinhez de nossa sociedade e acredita que, quando ela muda, muda sempre para pior. A série Capitu festeja o abastardamento da obra machadiana. Machado de Assis sabe bem: de agora em diante, isso só pode piorar.

p.s.:

Panda 3
eu posso ser extremamente cruel...

Oct. 2nd, 2008

Panda 3
Mamãe acabou de ligar. Perdemos a Doguilla.

Primeiro a Xu, depois a Ti, o Dinho, o Pixote, a Lola e agora a Guilla.

O céu deve estar uma bagunça e uma latição que só! Eita barulheira...

Ensaio sobre a cegueira

Panda 3
Acabo de chegar do cinema e ainda estou sem palavras.

Apesar de ter lido o livro há alguns anos, assistir e ouvir é sempre mais intenso.

Várias imagens martelando minha cabeça o tempo todo.

Quando eu conseguir digerir eu volto.

Parando no tempo...

Panda 3

Então eu estava conversando com Ilana ainda agora e ela tem razão. A gente simplesmente pára, estaciona em dias que têm uma carga emocional associada.

Por exemplo, ainda estou parada entre sexta à noite e sábado de manhã. Sim, exatamente a respeito do que, e de quem vocês estão pensando.

E mais não digo! And that's why I'm so fuckin' happy...